
Alunos do 5º semestre de Enfermagem promoveram orientações sobre ISTs e métodos contraceptivos para a comunidade acadêmica
Os alunos do 5º semestre do curso de Enfermagem do Centro Universitário Max Planck (UniMAX) participaram de uma atividade prática de educação em saúde voltada à promoção da saúde sexual e reprodutiva. Realizada no campus, a ação integrou a disciplina Atenção Integral à Saúde da Criança e do Adolescente I e proporcionou aos estudantes a experiência de planejar e executar orientações educativas direcionadas ao público jovem e universitário.
Organizados em grupos, os acadêmicos desenvolveram materiais informativos e estratégias de comunicação em saúde para abordar temas como infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), métodos contraceptivos, consentimento nas relações sexuais e prevenção da gravidez não planejada.
Além das orientações, os participantes realizaram um levantamento informal sobre o nível de conhecimento dos estudantes atendidos, identificando dúvidas e lacunas de informação relacionadas à temática.



A atividade é realizada anualmente pelo professor Matheus de Andrade Ruas há três anos e busca aproximar os futuros enfermeiros das ações de promoção da saúde, evidenciando a importância da educação em saúde como ferramenta de prevenção.
“Mesmo com a tecnologia amplamente difundida, ainda existe uma necessidade muito grande de levar informação de qualidade às pessoas de forma acessível. O objetivo foi mostrar aos alunos que o enfermeiro também atua como educador e promotor de saúde, levando conhecimento para onde ele é necessário”, explica o docente.
Aprendizados
Durante a ação, os estudantes constataram que muitos universitários apresentavam pouco conhecimento sobre saúde sexual. Entre os dados observados, cerca de 80% dos participantes não conheciam o preservativo feminino e a mesma proporção demonstrou não saber utilizar corretamente o preservativo masculino.
As orientações incluíram demonstrações de uso adequado dos métodos de barreira e informações sobre a distribuição gratuita de preservativos masculinos, femininos e lubrificantes à base de água nas unidades de saúde.
Outro aspecto que chamou a atenção dos alunos foi o desconhecimento sobre as principais ISTs. Muitos participantes relataram não saber identificar doenças como sífilis, herpes genital, gonorreia e clamídia, nem compreender formas de prevenção, diagnóstico e tratamento. “A experiência foi muito impactante porque os alunos perceberam como a sexualidade ainda é cercada de tabus e como existe pouca informação sobre prevenção e tratamento das ISTs. Isso reforça a necessidade de ações educativas contínuas e do protagonismo dos profissionais de saúde nesse processo”, destaca Matheus.






