
Atividade desenvolvida no primeiro semestre da graduação uniu conhecimentos em uma experiência prática e humanizada
Os estudantes do 1º semestre do curso de Nutrição do Centro Universitário Max Planck (UniMAX) apresentaram o Projeto Integrador desenvolvido ao longo do semestre, em uma atividade que promoveu a aplicação prática dos conhecimentos construídos em sala de aula e incentivou a reflexão sobre a alimentação para além dos aspectos nutricionais.
A proposta integrou as disciplinas de Nutrição, Saúde e Sociedade e Técnica Dietética, permitindo aos alunos compreenderem a alimentação sob diferentes perspectivas, que envolvem cultura, memória, identidade, acesso aos alimentos e qualidade nutricional das preparações.
Durante o projeto, os estudantes pesquisaram receitas e histórias familiares, explorando a relação entre a comida e a construção de vínculos afetivos, culturais e sociais. A atividade também incluiu o planejamento e a execução de preparações culinárias, aplicando na prática conceitos relacionados ao preparo adequado dos alimentos e à preservação de seu valor nutricional.
Segundo a docente responsável pela atividade, professora Ana Celia Aguiar, o projeto foi pensado para aproximar os estudantes da complexidade que envolve a alimentação humana desde o início da graduação.
"A disciplina de Nutrição, Saúde e Sociedade propõe reflexões sobre cultura alimentar, acesso aos alimentos e a importância da comida como um ato político e social, enquanto a Técnica Dietética apresenta a ciência da Nutrição e as diferentes formas de preparo que preservam a qualidade nutricional dos alimentos, sem abrir mão do sabor e da apresentação. O Projeto Integrador faz justamente essa ponte entre esses dois universos", explica.
Para a professora, proporcionar experiências práticas já no primeiro semestre contribui para uma formação mais ampla e sensível às diferentes realidades encontradas na atuação profissional.
"Quando os estudantes vivenciam o preparo de uma receita carregada de história, memória e significado, eles compreendem que a Nutrição vai muito além de nutrientes, cálculos e recomendações alimentares. Essa experiência favorece a construção de um olhar mais humano, crítico e sensível, capaz de considerar os aspectos culturais, sociais, econômicos e afetivos que fazem parte da alimentação", destaca.
Outras competências
Além dos conhecimentos técnicos relacionados à elaboração de preparações culinárias, a atividade também estimulou o desenvolvimento de competências como pesquisa, comunicação, organização e trabalho em equipe.
O contato com familiares convidados para compartilhar histórias e tradições alimentares permitiu aos estudantes compreenderem como os saberes relacionados à alimentação são transmitidos entre gerações e como a comida pode representar identidade, pertencimento e memória.
Para Ana Celia, experiências como essa fortalecem habilidades fundamentais para a atuação do nutricionista. "Os estudantes exercitam a escuta, a empatia e o respeito à diversidade cultural, competências essenciais para profissionais que precisam acolher diferentes realidades e construir orientações nutricionais mais humanizadas e alinhadas às necessidades de cada pessoa", conclui.





