
Encontro gratuito e aberto ao público propõe reflexão crítica, análise de casos e mobilização coletiva contra a violência de gênero
O curso de Direito do Centro Universitário Max Planck (UniMAX) realiza, no dia 8 de maio, às 19h, no auditório da instituição, o evento “Basta. Todos por elas!”, voltado à tolerância zero contra crimes de misoginia. A iniciativa será gratuita e aberta ao público, reunindo estudantes, profissionais e comunidade em um chamado à reflexão e à ação conjunta. As inscrições devem ser feitas aqui.
Organizado pelo coordenador geral do curso de Direito da UniMAX, o juiz e professor Dr. Marcelo Fortuna, o evento nasce com o propósito de romper com a naturalização da misoginia e evidenciar que ela não é um desvio pontual, mas uma engrenagem estrutural que atravessa relações sociais, institucionais e jurídicas. “Enfrentar esse problema exige mais do que repressão penal: demanda uma revisão crítica das próprias lentes com que o sistema de justiça enxerga, interpreta e julga essas violências”, destaca.
Mais do que um debate teórico, o evento foi pensado para proporcionar uma experiência formativa que aproxima o conteúdo acadêmico da prática profissional. Haverá análise de casos, discussão de cenários reais e reflexão sobre decisões judiciais. “O curso de Direito contribui de forma decisiva quando forma profissionais capazes de reconhecer a dimensão estrutural da misoginia, atuando com rigor técnico e sensibilidade às desigualdades de gênero”, explica Marcelo.
A programação contará com convidados com atuação direta na temática, garantindo uma abordagem plural e conectada aos desafios do sistema de justiça. Para o coordenador, esse contato é essencial para a formação dos estudantes. “Trata-se de preparar operadores do Direito que não apenas aplicam a lei, mas que também transformam a realidade a partir dela”, afirma.
O evento também reforça o papel da formação jurídica na construção de uma sociedade mais justa. “O combate à misoginia não é uma tarefa isolada, nem opcional. É um compromisso coletivo que exige posicionamento institucional, responsabilidade acadêmica e engajamento social”, diz.
O coordenador ressalta que o enfrentamento da misoginia não se restringe aos muros da universidade. “O combate à misoginia não é uma tarefa individual, mas um compromisso coletivo que exige posicionamento, engajamento e ação contínua dentro e fora das instituições”.





